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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

David Harvey: A crise da urbanização planetária

150124-TarifaZero
Que significa a resistência dos que lutam pela Tarifa Zero, num mundo em que metrópoles parecem cada vez mais marcadas por desigualdade, violência e controle social
Por David Harvey, no blog da Boitempo
Com uma nova temporada de manifestações inaugurada em 2015, o Blog da Boitempo publica este ensaio de David Harvey, escrito originalmente para o catálogo da exibiçãoUneven Growth: Tactical Urbanisms for Expanding Megacities, em 18 de novembro de 2014, logo após sua visita ao Brasil para o ciclo de conferências “A economia política da urbanização“, em que lançou o volume final de seu guia de leitura sobre O capital de Marx, em Brasília, Recife, Fortaleza, Curitiba e São Paulo. Partindo de uma reflexão sobre as Jornadas de  Junho 2013 e seu lugar no contexto das explosões de rua que vêm pipocando ao redor do mundo, Harvey diagnostica o que chama de uma “crise da urbanização planetária” que estaríamos atravessando às cegas e oferece um panorama dos desafios e perspectivas que vêm sendo construídas pelos diversos atores e movimentos sociais emergentes. A tradução é de Artur Renzo, para o Blog da Boitempo.
* * *
Na noite de 20 de junho de 2013, mais de um milhão de pessoas em cerca de 388 cidades brasileiras tomaram as ruas em um enorme movimento de protesto. O maior desses protestos, reunindo mais de 100,000 pessoas, ocorreu no Rio de Janeiro e sofreu considerável violência policial. Por mais de um ano antes disso, manifestações esporádicas vinham acontecendo em diversas cidades brasileiras. Capitaneadas pelo MPL que há muito vinha se mobilizando entre estudantes pelo transporte gratuito, os protestos anteriores foram em larga medida ignorados.
Mas no começo de junho de 2013, o aumento da tarifa sobre o transporte público desencadeou manifestações mais amplas. Muitos outros grupos, incluído black blocs anarquistas, saíram em defesa dos manifestantes do MPL e outros que estavam sofrendo repressão policial. No dia 13 de junho, o movimento já havia se transformado em um protesto generalizado contra a repressão policial, o fracasso dos serviços públicos perante as necessidades sociais, e a qualidade deteriorante da vida urbana. Os enormes gastos de recursos públicos para sediar megaeventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas – em detrimento do interesse público mas muito favoráveis, como amplamente se reconheceu, aos interesses de empreiteiras e incorporadoras corruptas – só aumentaram o descontentamento.
Manifestação_São Paulo_MPL
Os protestos no Brasil vieram menos de um mês depois de milhares de pessoas terem ido às ruas das principais cidades da Turquia. O que aparentemente começara como uma revolta com o projeto de reurbanização que transformaria em shopping center o precioso espaço verde do Parque Taskim Gezi, em Istambul, se alastrou em um protesto mais amplo contra a forma cada vez mais autocrática de governo e a violência da resposta policial. Um descontentamento generalizado sobre o ritmo e o estilo das transformações urbanas (incluindo aí enormes despejos de populações inteiras de terrenos valorizados no centro da cidade) também há muito vinha borbulhando e só jogou mais lenha na fogueira. A má qualidade de vida, para todos menos as classes mais abastadas, em Istambul e em outras cidades turcas era claramente uma questão importante.
O amplo paralelo entre o Brasil e a Turquia levou o articulista Bill Keller a escrever uma coluna de opinião no New York Times intitulada “The Revolt of the Rising Class” [A revolta da classe ascendente]. Os levantes não “nasceram do desespero”, ele escreveu. Tanto o Brasil quanto a Turquia haviam passado por um crescimento econômico notável em um período de crise global generalizada. Tratavam-se dos “mais recentes em uma série de revoltas brotando da classe média – as classes urbanas, educadas e não necessitadas, que são de certa forma as principais beneficiárias dos regimes que agora se põem a rejeitar” e que tinham algo a perder ao tomar as ruas em protesto. “Quando os movimentos atingiram uma massa crítica, eles já reivindicavam algo maior e mais incoeso como dignidade, os pré-requisitos da cidadania, as obrigações do poder.” As revoltas significavam “uma nova alienação, um novo anseio” que tinha de ser encarado.
A bem da verdade, as manifestações no Brasil e na Turquia diferiram dos protestos anti-austeridade e das greves que dominavam nas praças gregas e espanholas. Também diferiram das erupções de violência em Londres, Estocolmo, e nos subúrbios parisienses por parte das populações marginalizadas e imigrantes. E todos esses se mostraram diferentes dos movimentos “Occupy” em muitas cidades ocidentais e dos levantes pró-democracia que ecoaram de Túnis, Egito e Syria passando pela Bósnia e a Ucrânia.
Entretanto, há também pontos comuns que atravessam essas diferenças. Todas foram, por exemplo, centradas no espaço urbano, até certo ponto levemente supraclassistas, e ainda (ao menos inicialmente) inter-étnicas (embora isso tenha se desfeito na medida em que forças internas se deslocavam para dividir e controlar, e poderes externos exploravam os descontentamentos por vantagens geopolíticas, como na Síria e na Ucrânia). Desafeição e alienação urbana foram bastante proeminentes dentre os desencadeadores, bem como a indignação universal com a crescente desigualdade social, com a elevação nos custos de vida, e com repressões policiais gratuitamente violentas.
Nada disso deveria surpreender. A urbanização tem cada vez mais constituído um sítio primário de infindável acumulação de capital que administra suas próprias formas de barbárie e violência sobre populações inteiras em nome do lucro. A urbanização se tornou o centro de atividades econômicas avassaladores em escala planetária nunca antes vistas na história da humanidade. O Financial Times informa, por exemplo, que o “investimento imobiliário é o mais importante motor na economia chinesa”, que por sua vez tem sido o principal motor da economia global ao longo da crise mundial que começou em 2007. “A construção, venda e mobília de apartamentos representou 23% do PIB chinês em 2013.”1 Se somarmos os gastos com infraestruturas físicas de grande porte (estradas, ferrovias e obras públicas de todo tipo) então quase metade da economia chinesa está voltada para urbanização. A China consumiu mais de metade do aço e do cimento globais ao longo da última década. “Em apenas dois anos, de 2011 a 2012, a China produziu mais cimento que os Estados Unidos em todo o século XX”.2
Embora extremas, essas tendências não se encerram no território chinês. Concreto vem sendo despejado por toda parte em um ritmo sem precedentes sobre a superfície terrestre. Estamos, em suma, em meio a uma enorme crise – ecológica, social e política – de urbanização planetária sem, ao que parece, nos dar conta ou mesmo marcando-a.
Nada desse novo desenvolvimento poderia ter ocorrido sem despejos e despossessões massivas, onda após onda de destruição criativa que tem cobrado não só um preço físico mas também destruído solidariedades sociais, varrido qualquer pretensões de governança urbana democrática, e tem cada vez mais recorrido ao terror e à vigilância policial militarizada  como seu modo primário de regulação social. A inquietação ligada à despossessão na China é difícil de medir, mas é certamente muito difundida. O sociólogo Cihan Tugal escreveu: “Bolhas imobiliárias, preços altíssimos de habitação, e a privatização-alienação generalizada de bens urbanos comuns constituem o chão comum de protestos em lugares tão diversos como Estados Unidos, Egito, Espanha, Turquia, Brasil, Israel e Grécia”.3 O crescente custo de vida – particularmente de alimentação, transporte e habitação – tem tornado a vida cotidiana cada vez mais difícil para populações urbanas. Revoltas em torno de alimentação em cidades do norte da África eram frequentes e difundidas mesmo antes dos levantes na Tunísia e na Praça Tahrir.
Esse boom de urbanização não tem tido muito a ver com atender às necessidades da população. Trata-se de uma estratégia para absorver capital excedente, sustentar taxas de lucro, e maximizar o retorno sobre valores de troca independentemente de quais forem as demandas por valores de uso. As consequências tem frequentemente se mostrado extremamente irracionais. Enquanto há uma escassez crônica de moradias financeiramente acessíveis em quase toda grande cidade, suas skylines são emporcalhadas com condomínios vazios para os ultra-ricos, cujos principais interesses são especular valores imobiliários ao invés de promover o bem-estar.
FOTO: Mídia Ninja
Em Nova York, onde metade da população tem de viver com menos de $30,000 dólares ao ano (em contraste com o 1%, que tinha uma renda anual média de $3.57 milhões de acordo com os relatórios tributários referentes a 2012), há uma crise de moradias financeiramente acessíveis porque em lugar algum é possível encontrar um apartamento de dois cômodos pelos $1,500 dólares ao mês que uma família de quatro deveria dedicar a habitação (dada a renda de $30,000). Em quase todas as principais cidades dos EUA, a porcentagem das despesas em habitação são muito superiores aos 30% da renda considerados razoáveis.4
O mesmo vale para Londres, onde há ruas inteiras de mansões desocupadas, mantidas por motivos puramente especulativos. Enquanto isso, o governo britânico busca aumentar a oferta de moradias acessíveis implementando uma taxa de sub-ocupação – que ficou conhecida como a bedroom tax –  sobre habitação social para o setor mais vulnerável da população, causando, por exemplo, o despejo de uma viúva morando sozinha em uma Council House de dois quartos. A taxa de sub-ocupação foi claramente implementada na classe errada, mas os governos esses dias parecem singularmente dedicados a bajular os mais abastados às custas dos pobres e desavantajados. A mesma irracionalidade de cômodos vazios em meio a carência de moradias a preços acessíveis pode ser encontrada no Brasil, na Turquia, em Dubai e no Chile, bem como em todas as cidades globais de altas finanças como Londres e Nova York. Enquanto isso, austeridades orçamentárias e relutância em taxar os mais ricos dado o poder esmagador de uma agora triunfante oligarquia significa um declínio de serviços públicos para as massas e ainda mais acumulação de riqueza para poucos.
É em condições desse tipo que a propensão a revolta política começa a inchar. Alienação universal de uma vida diária tolhante na cidade se evidencia por toda parte. Mas igualmente salientam-se as inúmeras tentativas por parte de indivíduos, grupos sociais, e movimentos políticos de encontrar formas de construir uma vida decente em um ambiente decente de vida. O tema de que deve haver alguma alternativa assume diversas formas e produz muitas quasi-soluções em aparentemente infinitas guisas.
É neste contexto que grupos de pensadores e ativistas estão explorando alternativas, por vezes em escalas pequenas mas em outras instâncias, no despertar de revoltas urbanas, para estimular a busca por melhores formas de vida urbana.5 O ethos faça-você-mesmo de muitos grupos sociais marginalizados da dinâmica prevalecente de acumulação de capital cria possibilidades de alianças entre pensadores e técnicos urbanos com movimentos sociais nascentes buscando uma vida boa ou, ao menos, melhor. Em nações andinas, o ideal do buen vivir está inscrito em constituições nacionais mesmo que na prática acabe entrando em conflito com políticas neoliberalizantes.6
Há possibilidades e potencialidade populares emergindo da crise da urbanização planetária e seus múltiplos mal-estares. Isso ocorre mesmo em face da aparentemente implacável força da acumulação infindável de capital, crescendo a uma taxa exponencial insustentável e apesar do poder que atravessa classes sociais sendo manejado por uma oligarquia global cada vez mais escancarada e intransigente.7
Uma escavadeira, posteriormente apelidada de de POMA, tomada por manifestantes e usada contra os veículos TOMA, carros-forte da polícia turca, em Istambul.
Então o que é que pode emergir das revoltas populares? Há signos e sinais confusos mas também algumas pistas importantes. No Parque Taskim Gezi, por exemplo, não era apenas o parque que importava. A “classe ascendente” construiu solidariedades sociais instantâneas, uma economia de compartilhamento e provisão social coletiva (alimentação, saúde, vestimentas), de zelar pelos outros (particularmente os feridos e amedrontados). Os participantes mostraram evidente prazer e disposição em debater interesses comuns através de assembleias democráticas, com discussões acaloradas que se estendiam noite adentro, e sobretudo encontraram um mundo possível de humor coletivo e liberação cultural que anteriormente parecia interditado. Eles abriram espaços alternativos, construíram um commons a partir de espaços públicos, e liberaram o poder do espaço a um propósito social e ambiental alternativo. Eles encontraram uns aos outros bem como o parque;8 eles identificaram uma ordem social nascente à espera.
Essas indicações nos permitem vislumbrar uma futura alternativa. O espírito de muitos (embora não todos) desses protestos e o espírito no interior dos movimentos pró-democracia e “Occupy” é de ir além da “nova alienação” que Keller percebe como sendo tão importante para construir uma experiência urbana menos alienante. Resistência visceral à proposta de despejar concreto sobre o Parque Taskim Gezi para construir uma imitação de um quartel otomano que funcionaria como mais um shopping center é nesse sentido emblemático do que é a crise da urbanização planetária. Despejar mais e mais concreto em uma busca sem sentido por crescimento infindável obviamente não é resposta alguma para nossos atuais males.
Aula pública convocada pelo MPL-São Paulo, com o economista Lucio Gregori, autor do projeto para o Passe Livre. Vale do Anhangabaú, 5 de janeiro de 2015.
Mas a “classe ascendente” também não representa a totalidade da população. Na Turquia, a massa das classes trabalhadoras islâmicas não se juntaram à revolta. Eles já possuíam suas próprias solidariedades culturais (frequentemente anti-modernistas) e relações sociais endurecidas (particularmente no que diz respeito à questão de gênero). Eles não se atraíram pela retórica emancipatória do movimento de protesto porque aquele movimento não abordou efetivamente sua condição de imensa privação material. Eles gostaram da combinação de shopping centers e mesquitas que o partido dominante, o AKP (Partido da Justiça e Desenvolvimento), estava construindo e não se importavam com a evidente corrupção em torno da explosão na construção civil contanto que representasse uma fonte de emprego. O movimento de protesto do Parque Taksim Gezi não era, como as eleições municipais subsequentes mostraram, supraclassista o suficiente para durar.
Não há resposta única aos nossos predicamentos. A experiência urbana sob o capitalismo está se tornando bárbara, bem como repressiva. Se as raízes dessa experiência alienante estão na infindável acumulação de capital, então essas raízes têm de ser definitivamente rompidas. As vidas e o bem estar têm de ser re-enraizados em outros modos de produzir e consumir, enquanto novas formas de socalidade precisam ser construídos. O ethos neoliberal de individualismo isolado e responsabilidade pessoal, ao invés de social tem de ser superado. Retomar as ruas em atos de protesto coletivo pode ser um começo. Mas é somente um começo e não pode ser um fim em si mesmo. Maximizar o buen vivir para todos na cidade ao invés do PIB, para o benefício de poucos é uma ótima ideia. Ela precisa ser fundamentada em práticas urbanas em toda parte.
f
Notas
1. Jamil Anderlini, “Property Sector Slowdown Adds to China Fears,” Financial Times, May 13, 2014
2. Keith Bradsher, “China’s Sizzling Real Estate Market Cools,” New York Times, May 13, 2014, B1.
3. Cihan Tugal, “Resistance Everywhere: The Gezi Revolt in Global Perspective,” New Perspectives on Turkey 49(2013): 157–72.
4. Shaila Dewan, “In Many Cities Rent is Rising Out of Reach of Middle Class,” New York Times, April 14, 2014, A1.
5. Ver o capítulo 17 de meu livro Dezessete contradições e o fim do capitalismo (Boitempo, no prelo).
6. Republic of Ecuador National Planning Council, National Plan for Good Living: Building a Plurinational and Intercultural State (Quito: Senplades, 2010).
7. As tendências para uma maior desigualdade social foram recentemente documentadas de forma espetacular emLe capital ao xxi siécle, de Thomas Piketty.
8. Arzu Ozturkmen, “The  Park, the Penguin and the Gas: Experience and Performance in Progress of Gezi Events”, Mimeo (Bogazici University, Istanbul).

“Mudar a Grécia, a Europa e todo o mundo!” Por Outras Palavras...


Trezentos intelectuais (entre eles Wallerstein, Chomsky, Zizek, Toni Negri, Giorgio Agamben e Tarik Ali) comprometem-se a apoiar novo governo grego na luta contra ditadura financeira
[Manifesto publicado em 7/1/15]
“Uma vitória do Syriza nas próxima eleições gregas é um assunto da maior importância para quem quer mudar a Europa e o seu rumo. Essa vitória seria uma expressão da necessidade de dignidade e justiça. As ameaças e a pressão por parte dos líderes da União Europeia, da Troika [constituída pelo Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia] e dos círculos financeiros para influenciar o movimento social e as escolhas do eleitorado grego são inaceitáveis.
“Em toda a Europa, defenderemos o direito do povo grego de tomar as suas decisões livremente; de romper com a ‘austeridade'; de dizer ‘não’ à crise humanitária que atormenta o país; de construir um caminho próprio para uma mudança democrática e social e para uma nova perspectiva para a Grécia.
“Enquanto a maioria das forças políticas na Grécia escolheu curvar-se perante a Troika, o Syriza e Alexis Tsipras – tendo decidido o contrário – conseguiu criar, em estreita cooperação com vários movimentos sociais, uma coligação ampliada; uma dinâmica que poderá garantir uma maioria. A sua proposta é enfrentar de imediato a crise humanitária, restaurar os acordos coletivos e a legislação do trabalho, criar um sistema tributário justo e democratizar o sistema político. Um futuro governo do Syriza quer fazer da Grécia um ator credível e ter como precondição de qualquer negociação a sobrevivência do país e do seu povo. O Syriza quer um novo rumo, um país livre de corrupção e clientelismo, optando por um novo tipo de desenvolvimento em benefício da maioria da sua população. Proporá uma Conferência Europeia da Dívida no sentido de cancelar uma parte de seus débitos e definir, para o restante, modalidades de pagamento que facilitem a recuperação econômica através de um programa de investimento público (que não seria incluído no Pacto de Estabilidade e Crescimento). No plano europeu, este Governo irá propôr um “Novo Acordo Europeu” para o desenvolvimento humano e de transição ambiental. Precisamos de romper com a ideia que está destruindo o coletivo europeu e permitindo uma perigosa influência do populismo nacionalista e de extrema-direita. Precisamos de um novo projeto de desenvolvimento inclusivo, baseado em cooperação e democracia.

“Por toda a Europa, acreditamos que a mudança na Grécia não diz respeito apenas ao futuro do povo grego. Uma vitória do Syriza permitirá à Grécia sair da presente situação de catástrofe, mas representará também um início de mudança na Europa. Romper com as políticas de ‘austeridade’ das instituições europeias será um sinal, uma fonte de esperança para quem quer dignidade. Ao mesmo tempo, o futuro governo grego necessitará de um apoio maciço por parte dos povos europeus para fazer face às pressões dos mercados financeiros e das forças políticas que receiam qualquer renúncia ao quadro obsoleto da globalização capitalista.
Ativistas políticos, sociais, sindicais, comunitários; intelectuais, investigadores, artistas, mulheres e homens da cultura: nós não aceitamos as forças de pressão que procuram impedir o povo grego de exercer a sua escolha livre. Quem exerce essa pressão perpetua estruturas de poder justamente criticadas e a atual ‘terapia de choque’.
Por toda a Europa, assumiremos as nossas responsabilidades: apoiar quem luta, mudar a relação de forças, fazer a batalha de ideias e unir os que querem construir – ao lado do povo grego – uma Europa social, ambiental e democrática.
Solidarizamo-nos com o povo Grego porque a sua luta é a nossa também.
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Jeremy LEAMAN | United Kingdom | Senior lecturer in European Political Economy – Loughborough University
Frédéric LEBARON | France | Sociologist
Michael A LEBOWITZ | Canada | Emeritus Professor of economics – Simon Fraser University
Philippe LEGE | France | Economist
Steffen LEHNDORFF | Germany | University of Duisburg
Sabine LEIDIG | Germany | Member of the parliament, Die LINKE
Ken LOACH | United Kingdom | Filmmaker
Olivier LONG | France | Painter and teacher, Paris 1 Sorbonne
SERGIO LOPES | Portugal | University Professor
Isabelle LORAND | France | Surgeon
Gérard LORRAIN | France | University teacher
Peter LOTHAR | Germany | Professor em. University Bremen
Francisco LOUÇà| Portugal | University Teacher of ISEG
Michael LOWY | France | Sociologist and philosopher
Birgit MAHNKOPF | Germany | Economist University Berlin
Pascal MAILLARD | France | Professor Université de Strasbourg – responsable SNESUP-FSU
Christian MARAZZI | Switzerland | Scualo universitaria professionale
Susan MARKS | United Kingdom | Professor at the London School of Economics and Political Science
Philippe MARLIERE | United Kingdom | Professor of politicak Sciences
Jochen MARQUARDT | Germany | DGB
Roger MARTELLI | France | Historian
Guy MARTIN | France | geographer
Carlos MARTINEZ | Spain | Alternativa Socialista
Doreen MASSEY | United Kingdom | Emeritus professor of geography – Open University
Gus MASSIAH | France | Altermondialiste
Ignazio MASULLI | Italy | Professor of History of Labour – University of Bologna
Gérard MAUGER | France | Sociologuist
Margit MAYER | Germany | Emeritus Professor of sociology, Berlin
Philippe MAZEREAU | France | Lecturer
Niamh Mc CREA | Ireland | ATTAC Ireland
Meredith L. McGILL | United States | Associate Professor of English – Rutgers University – New jersey
Alessandra MECOZZI | Italy | Union and altermondialist activist
Dominique MEDA | France | Sociologist
Mahmoud MESKOUB | Netherlands | Senior Lecturer International Institute of Social Studies (Erasmus University of Rotterdam)
Sandro MEZZADRA | Italy | Associate Professor of Political Theory, University of Bologna
Jo MICHELL | United Kingdom | Senior Lecturer in Economics – University of West England – Bristol
Rastko MOČNIK | Slovenia | University of Ljubljana
Serge MONCHAUD | France | Professor emeritus
Nuno MONIZ | Portugal | cul:tra
Gilles MONSILLON | France | Environmental activist, Ensemble
Gérard MORDILLAT | France | Novelist and filmmaker
Roberto MOREA | Italy | Transform ! italia
Kevin MORGAN | United Kingdom | Professor of Geography – Cardiff University
Luisa MORGANTINI | Italy | Former Member of the European Parliament.
Judith MORVA | Hungary | Economist
Lilja MOSESSDOTTIR | Norway | Former MPof Iceland and Senior researcher – Moss – Norway
Chantal MOUFFE | United Kingdom | Professor of political theory – University of Westminster – London
Clara MOURA LOURENCO | Portugal | Professor, activist of the Citizen movement for Coimbra
Aamir MUFTI | United States | Associate Professor – Department of Comparative Literature Department – University of California – Los Angeles (UCLA)
Karma NABULSI | United Kingdom | Professor of Politics and International Relations – Oxford University
Corinne NATIVEL | France | Teacher and researcher University Paris-Est Créteil
Wolfgang NEEF | Germany
Antonio NEGRI | Italy | philosopher
Armand NEJADE | France | Researcher
Marc NEVEU | France | Trade unioist-professor, University of Bourgogne
ANDREJ NIKOLAIDIS | Montenegro | Writer
Pierre NOEL | France | Trade unioist
Sam NOLAN | Ireland | Secretary of Dublin Council of Trade Union
Andreas NOVY | Austria | Universityprofessor
Ronan O’BRIEN | Belgium | Independent researcher – Brussels
Fabienne ORSI | France | Economist
David PALUMBIO-LIU | United States | Louise hewlett Nixon Professor, professor of comparative Literature – Stanford University
Neni PANOURGIA | United States | Visiting Associate Professor, Department of Anthropology, New School for Social Research, New York
Leo V. PANITCH | Canada | Distinguished Research Professor of Political Science – York University, Member of Royal Society of Canada
Ian PARKER | United Kingdom | Professor of Management – University of Leicester
Andrew PARKER | United States | Rutgers University
ALEXIS PASSADAKIS | Germany | ATTAC Germany
José Luís PEIXOTO | Portugal | Writer
Michael PELIAS | United States | Professor in the Philosophy department at Long Island University, New York
Roland  PFEFFERKORN | France | Professeur – Strasbourg
Mario PIANTA | Italy | Economist, University of Urbino
Klaus PICKSHAUS | Germany | Publicist and trade unionist
Christian PILICHOWSKY | France | Trade unionist
Eugénia PIRES | Portugal | Economist-doctorand at the school of Oriental and African Studies (SOAS)
Nicoletta PIROTTA | Italy | Member of Feminists for Another Europe
Dominique PLIHON | France | Economist, Scientific council of ATTAC
Viggo PLUM | Denmark | Professor Roskilde University
Nina POWER | United Kingdom | University of Roehampton
Miroslav PROKESCH | Czech Republic | Alliance of Labour and Solidarity
Daniel PUERTO GARCIA | France | Laboratory lasers plasmas et photonic processes (LP3), CNRS and University of the Mediterranean, Marseille
Christophe RAMAUX | France | Economist, UniversityParis I
Sabine REINER | Germany | Trade union secretary, Verdi
Sebastian RIOUX | Canada | Postdoctoral Fellow Department of Geography The University of British Columbia
Jean-François ROBBIC | France | Artist/University Professor
Bruce ROBBINS | United States | Old Dominion Foundation – professor in the humanities – Philosophy Hall – Columbia University, NY
Helena ROSETA | Portugal
Philippe ROUSSEAU | France | Professor emeritus of Greek language and literature, University Charles de Gaulle – Lille 3 – honorary président of the university (2000-2005)
Wermer RUGEMER | Germany | Publicist, lecturer – university of Koln
Carlos RUIZ ESCUDERO | Spain
Thomas SABLOWSKI | Germany | Social scientist, Rosa Luxemburg Stiftung
Nina SANKARI | Poland | Feminists for Another Europe
Saskia SASSEN | United States | Columbia University
Thomas SAUER | Germany | Professor of Economics Ernst-Abbe University of Applied Sciences – Jena
Constantin SAYEGH | Switzerland | Doctor
Andrew SAYER | United Kingdom | Emeritus Professor – Lancaster University
Michael SCHARANG | Austria | Writer
Sebastian SCHIPPER | Germany | University – Weimar
Horst SCHMITTHENNER | Germany | IG Metall
Hannelore SCHMITTHENNER-BOPP | Germany | IG Metall
Herbert SCHUI | Germany | Economist, professur Emerit
Stephan SCHULMEISTER | Austria | Economist
Ursula SCHUMM-GARLING | Germany | Professor – member of SOSTv.E.
Jürgen SCHWIERS | Germany | Union Secretary, ver.di
Cristina SEMBLANO | France | Economist – University of Paris IV – Sorbonne
Jane SHALLICE | United Kingdom | Educator – Activist – Member of the British Committee for the Reunification of the Parthenon Marbles – Stop the War Coalition
Helena SHEEHAN | Ireland | Emeritus Professor – Dublin City University
Stuart SHIELDS | United Kingdom | University of Manchester
Solange SIDEIRA | France | Member of the Feminists for another Europe
Irene SILVERBLATT | United States | Director of Undergraduate Studies, Cultural Anthropology – Duke University – Durham
Makis SOLOMOS | France | Professor, University Paris 8
Armando F. STEINKO | Spain | Sociologist – University Computensia Madrid
Henri  STERDYNIAK | France | Co-faciliator of the Economistes Atterrés
Bernard  STIEGLER | France | Philosopher
Igor STIKS | Scotland | Edinburgh University
Marlene STREERUWITZ | Austria | Writer
Alexandra STRICKNER | Austria | Economist
Erik SWYNDEDOUW | United Kingdom | Professor of Geography – School of Environment and Development-Manchester University
Jean-Michel TARRIN | France | Activist of ensemble 92
Jacques TESTART | France | Biologist
Peter D. THOMAS | United Kingdom | Senior Lecturer, Department of Politics, History & the Brunel Law School
Eric THOUZEAU | France | Regional counceler (Pays de Loire), socialist
Henrik TOFT JENSEN | Denmark | Professor and former vice rector Roskilde University
Daniel TONDEUR | France | Research director – emeritus.
Jan TOPOROWSKI | United Kingdom | Professor of Economics and Finance, School of Oriental and African Studies, University of London
Alberto TOSCANO | United Kingdom | Reader in Critical Theory Department of Sociology-Goldsmiths – University of London
André TOSEL | France | Philosopher
Eric TOUSSAINT | Belgium | Spokesperson CADTM international – Liege
Enzo TRAVERSO | United States | Cornell University
Aurélie TROUVE | France | Altermondialist
Sol TRUMBO VILA | Spain | Economic Justice, Corporate Power and Alternatives Program, Transnational Institute (TNI)
Raymond VACHERON | France | Syndicaliste et socialiste
Felipe VAN KEIRSBILCK | Belgium | Altersummit
Eleni VARIKAS | France | Professor emeritus – University Paris 8
Marie-Christine VERGIAT | France | Députée Européenne GUE-NGL
Marie-Dominique VERNHES | Germany | ATTAC Germany
Eva VÖLPEL | Germany | Press officer of federal board ver.di
Hilary WAINWRIGHT | United Kingdom | Co-editor, Red Pepper, Fellow, Transnational Institute
Wiliam WALL | Ireland | Writer
Mick WALLACE | Ireland | Member of the Irish Parliament
Immanuel WALLERSTEIN | US/France | Social scientist and social historian
Louis WEBER | France | Revue Savoir/Agir
Ruth WODAK | United Kingdom | Professor – University of Lancaster
Frieder Otto WOLF | Germany | Faculty member – Institut für Philosophie Department – Freie Universität Berlin
Richard D. WOLFF | United States | Emeritus Professor – economics – University of Massachusets
Santiago ZABALA | Spain | ICREA, Pompue Fabra University, Barcelone
Karim ZAHIDI | Belgium | Dept. of Philosophy, University of Antwerp
Jean ZIEGLER | Switzerland | Sociologist, former member of the UN Human Rights Council
Slavoj ŽIŽEK | United Kingdom | Birkbeck Institute for humanities
Fonte: Outras Palavras

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